terça-feira, 11 de dezembro de 2007
Sete
Inveja, Gula, Preguiça, Avareza, Vaidade, Ira, Luxúria.
Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá, Si.
Segunda, Terça, Quarta, Quinta, Sexta, Sábado, Domingo.
Mestre, Dengoso, Atchim, Soneca, Zangado, Feliz, Dunga.
terça-feira, 27 de novembro de 2007
Nulo
Chegou ao banco, finalmente. Agora sim, esqueceria! Nem que fosse obrigada. Se ocuparia com outras coisas que não aquilo. Atravessou a porta do escritório e sorriu para o chefe. 'Puxar o saco é sempre bom' pensou. Viu só, ela sabia que seria capaz! Já estava até pensando num futuro promissor na empresa. Em pouco tempo se conformaria com o destino e não iria mais desejar entender o porquê de tantas coisas. 'Porquês' que ela sempre quis saber. Mas agora tudo isso era desnecessário. O importante era se concentrar no trabalho e seguir adiante.
'Próximo!' gritava ela para a moça grávida no início da fila. Sua expressão séria não enganava a cliente e nem a ninguém, estava claramente preocupada. O relógio parecia estar quebrado. Talvez fosse seu nervosismo apenas. Levantou-se e foi tomar um café. Tudo a incomodava, até mesmo o único dos fios de cabelo que insistia em ficar fora do lugar. Soltou seus longos cabelos negros e prendeu-os novamente.
Sentia-se mal. O relógio indicava quinze para o meio-dia. Havia pedido licença para o período da tarde. Trocara a folga com o colega de guichê. Só mais três horas e ela finalmente descobriria a verdade. Não sabia ainda se aceitaria com serenidade, caso fosse verdade, ou se enlouqueceria. De que adiantava pensar nisto agora, que já estava enlouquecendo. Refletiu brevemente sobre o assunto, mas decidiu deixar para depois. Pensar não lhe parecia boa idéia no momento.
Distraia-se com uma ponta dupla em seu cabelo. Tripla, na verdade. Pegou a tesoura e, literalmente, cortou o mal pela raiz. Finalmente levantou-se de sua cadeira, pegou a bolsa e dirigiu-se em direção à porta. Esbarrou num senhor de idade, com óculos e bengala. Devia ter lá os seus sessenta e poucos anos. Desculpou-se e saiu.
Não era fome o que sentia, mas sim um desejo incontrolável de ocupar-se com alguma coisa. Comer lhe parecia ótima idéia para suprir esta necessidade. Ver as pessoas não era algo necessário, principalmente quando todas pareciam mais felizes e animadas do que ela. Comprou um marmitex e foi para casa. Subiu de escada, não queria encontrar ninguém conhecido. Neste momento detestava os vizinhos, e mais ainda aqueles que se ocupam da vida alheia.
Abriu a porta e entrou. Jogou as chaves em cima da mesinha da sala, esquentou o marmitex no microondas e foi para o quarto. Comia como se não o fizesse há anos. Na televisão ligada meramente por hábito, o jornal. Ainda que não estivesse naquele estado, seria humanamente impossível para um mente pensante prestar atenção naquilo sem se irritar com o mundo.
Terminou a refeição e devorou aquela barra de chocolate que deveria durar a semana toda. Deitou-se na cama e puxou o edredon sob seus pés. Sentia-se, finalmente, protegida. Ali, nada seria capaz de afligir-lhe. Dormiu tranquila. Acordou com uma sensação de vazio, sem nem ao menos lembrar-se de seus sonhos. O silêncio dominava o quarto. As frestas da janela deixavam escapar uma luminosidade quase nula. Levantou-se e abriu as cortinas para ver o que acontecia. Olhou para baixo e viu milhares de guarda-chuvas escondendo as pessoas das incansáveis gotas que caiam do céu. Nunca entendeu por que se esconder de algo que não machuca. De qualquer forma, nunca entendeu muitas coisas, e esta não era diferente.
Alcançou o celular no criado-mudo e viu as horas. Três e vinte e sete. Lembrou-se subitamente daquilo que tentara, e por um breve espaço de tempo conseguira, esquecer. Saiu de casa com pressa. Estava despenteada, amassada e sem meias, mas não ligava. Correu pelas escadas e nem olhou para o zelador, que a cumprimentou na portaria. Entrou no carro úmida. Seu corpo molhava o banco de couro, mas ela não se incomodou.
Cerca de dez minutos depois chegou ao laboratório para pegar os resulatdos do exame. Entrou na sala de espera e retirou o envelope no balcão. Não se conteve, abriu ali mesmo. Resultado: negativo. Foi tomada por um misto de alívio e decepção. Já havia se acostumado com a idéia, para o caso de ser verdade. 'Ainda bem que eu estava errada.' , pensou. Tranquilizada com o papel que carregava em suas mãos, pegou o carro no estacionamento e dirigiu para casa, sem nem se incomodar com o trânsito, a chuva, ou qualquer outro empecilho na vida. Sentia-se bem.
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
O pior é saber que aos poucos vou te perdendo. Eu juro que tento me enganar, fingir que não vai acontecer e que nada vai mudar no futuro. É por isso que eu nunca quis, sempre relutei. Eu só queria poder aproveitar os últimos momentos junto. E não adianta fingir, não vai continuar tudo desse jeito, mesmo que a gente queira. Eu sei que todas as promessas e sonhos vão ser abandonados, e daqui há um ou dois anos ninguém vai nem se lembrar delas. E saber que se fosse há algum tempo atrás neste exato momento você estaria tentando me fazer rir só pra não conseguir ficar brava. Percebe, até você já desistiu! Porque eu ainda deveria acreditar?
Cansei de ser coadjuvante! Pode até ser egoísmo, mas eu quero o papel principal! Ou então prefiro nem atuar...
segunda-feira, 29 de outubro de 2007
Pane no sistema.
A redação pra amanhã pode esperar. Fui tomada por incompreensão e revolta hoje cedo. Aula chata, escola chata, professor irritado, alunos querendo ir embora. Pra que tudo isso? Por que seguir aqueles que vieram antes de nós? Por acaso o mundo que eles nos deixaram é bom? Bom para que? Bom para quem?
Culpar o sistema pode parecer sempre uma ótima e fácil saída. Não o culpo. Culpo a nós. Eu, você, seu pai, mãe, tia, tio, vô, vó e tudo quanto for parente. Aposto como nenhum de vocês fez esforço nenhum para mudar tudo isso. Só não culpo o papagaio e o cachorro, porque esses, definitivamente não tem culpa.
Pra que viver assim? Nesse jeitinho burguês de ser, com essa mente corpo e até alma capitalista. Estudar, trabalhar, ganhar dinheiro, sobreviver. Mentira. Pra sobreviver não é preciso ganhar dinheiro. A humanidade passou boa parte de sua história sem nada disso e, no entanto, chegamos aqui.
Mas...onde seria aqui. Onde estamos hoje? Você gosta daqui? É, pensando assim eu até que gosto. Mas digo por mim, e não pelos outros cinco milhões de 'escravos' do sistema. Cinco, porque um sexto (ou menos) não estão nessa situação por falta de opção, e sim porque lhes parece confortável e assim se mantêm.
Não sei você, mas eu detesto estar, agora mesmo, compactuando com tudo isso. As vezes me dá vontade de fugir, sair dessa lavagem cerebral e viver a vida do jeito que eu quiser. Abandonar o seu ponto de vista e ver o mundo do MEU jeito. Afinal de contas, somos um país livre, onde cada um pode ser o que quiser. Ou será que não somos?
quarta-feira, 24 de outubro de 2007
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
Starfix
Presença
"I should walk before i run. How can i explain, i can't stop what you've begun"
segunda-feira, 1 de outubro de 2007
Inovação.
Estando triste, continuo a chorar.
Estando feliz, tendo a pular sem motivos.
E assim segue a mediocridade humana.
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
Integridade
Hoje sou assim, amanhã mudo.
terça-feira, 18 de setembro de 2007
segunda-feira, 27 de agosto de 2007
(Parênteses)
Tamanha mentira. Tento me enganar mas eu sei que no fundo, ainda grita mais alto que minha razão.
quinta-feira, 23 de agosto de 2007
domingo, 19 de agosto de 2007
quarta-feira, 15 de agosto de 2007
E pensar que isso aconteceria comigo. Logo eu, aquela que nunca acreditou muito nesse tipo de história...Ou melhor, que acreditou mas preferiu desacreditar. Que apostou muito e perdeu mais. Mas é como dizem, no fim tudo dá certo. Não que eu realmente ache que este seja o fim, mas pelo menos a parte do 'tudo dando certo' me parece verdade. Pois é, mesmo sem querer a gente acaba encontrando.
Alguma vez a gente tem que conseguir, não é? Afinal tentar de novo é sempre bom. Aliás, cada vez mais eu acredito que a vida faz questão de brincar com a gente. Vai ver que ela acha graça em esconder bem ao nosso lado aquilo que fomos procurar tão longe...Enfim, mesmo que você não veja nenhum futuro promissor naquilo, agarre as suas chances. Nunca bata as portas e não se esqueça de abrir as janelas. No fim das contas, só vale a pena viver sem procurar. Deixe que a vida se encarrega...Mas não se perca no caminho, pois o destino nos leva até certo ponto, mas a partir dele, só depende de nós!
sexta-feira, 6 de julho de 2007
Que tipo de gente estranha é essa que gosta disso tudo, que deseja e faz de tudo pra conquistar o que atrapalha sua vida? Que geração é essa, dominada por algo tão ridículo e medíocre? De onde vem tanta vontade de possuí-lo? Uma geração em que palavras significam mais do que gestos, onde todos apenas querem, independente do que ou quem for.
Que futuro teremos nós diante de tal sentimento? Seria possível descobrir alguma fórmula ou remédio para isso? Algo que nos impedisse de chegar lá, ou ao menos curasse toda a dor causada e varresse para longe todas as lembranças que vagam em nossas mentes por todo o sempre. Momentos pequenos que jamais são esquecidos. E mesmo que tenham durado segundos, ficam marcados para sempre, não importa se como boas ou más lembranças, eles sempre estarão lá. Sempre estarão reavivando sua memória, acalentando desejos escondidos, clamando por novas experiências, gritando e esperneando. Fazendo birra pois não querem ir embora, mesmo que esse seja o melhor caminho. Mesmo que esse não seja.
E que depois de anos, décadas, só de ouvir um som ou sentir um cheiro reaparecem em nossas vidas com perfeitos detalhes. Detalhes modificados...idéias misturadas, sentimentos escondidos. E por que é que o homem insiste em dar nome as coisas que não podem ser nomeadas? Pra que rotular algo tão puro e insistente como tal? Algo que destrói vidas ao mesmo tempo que as cria. Algo essencial para tal existência.
Aquilo que te perturba todas as noites ao deitar-se. Que te angustia e te maltrata, que te faz ser tudo e nada. Que te dá o céu e te manda de volta à Terra. Que te tira o fôlego e o chão ao mesmo tempo em que te derruba. Como poderia tudo isso começar num doce e inocente olhar?
sábado, 2 de junho de 2007
segunda-feira, 14 de maio de 2007
_Eu poderia ser mesquinha, pensar pequeno e dizer que escola ideal é aquela onde os professores são bonzinhos, os alunos comportados, os intervalos maiores e as tarefas inexistentes. Pobre daquele que pensa assim.
_Meu horizonte vai além disso e minha mínima experiência de vida me faz refletir, deixando inquieta a mente curiosa que quer saber: Afinal, para que serve, realmente, a escola? Não me refiro, dizendo isto, a aquela velha resposta, a qual eu poderia apostar cinco reais que foi 'Oras, a escola serve para ensinar!' ou algo semelhante.
_Me refiro ao real sentido e significado de tal instituição, que vai muito além das análises sintáticas e equações de segundo grau. Me refiro, de fato, ao aprendizado, dos 'por favores' e 'muito obrigadas', ao respeito pelo próximo, o convívio social...
_As mais importantes lições não são as de casa, e sim aquelas que você leva para a vida. Saber se adequar ao ambiente, conhecer culturas diferentes, entender não apenas o como, mas o porquê das coisas. Ampliar seus horizontes, ver todos os lados da situação, respeitar a todos! Enxergar a vida por novos ângulos. Estes sim, são os fundamentos essenciais para a vida. Escola é a base da educação.
_Me limito a dizer que escola ideal é aquela onde se ensina conteúdo, se aprendem valores e constroem personalidades.
quarta-feira, 2 de maio de 2007
terça-feira, 1 de maio de 2007
Frio, copa do mundo e os talheres.
domingo, 22 de abril de 2007
507 anos de Brasil
Teria Cabral sido o culpado por tudo isso? Afinal de contas, "Ah se tivéssemos sido colonizados pelos ingleses!". Doce engano. Nossa posição geográfica nos fez assim como somos. O mundo, pelo visto, não era tão diferente assim há 507 anos. Os interesses pessoais e individuais já moviam esse planetinha, até então achatado.
Indiferença. E como seria se não tivessem nos descoberto? Seriamos, ainda que índios, essa miscelânia racial, com uma cultura inigualavelmente rica? Acredito que não. Apesar de todos os defeitos, é nossa história que faz de nós quem hoje somos. Nossa parte é fazer com que ele continue 'Abençoado por Deus e bonito por natureza', porém desta vez com um algo a mais. Com um pouquinho mais de justiça e dignidade para todos aqueles que dizem com orgulho: "EU SOU BRASILEIRO!". De quem é a culpa, não importa. Não podemos mudar o passado, mas é importante entendê-lo, para observar o presente, só assim mudar o futuro.
"Mas enfim, desconfio, não foi nada ocasional, que Cabral, num desvio, viu a terra e disse 'Uau!' ".
segunda-feira, 16 de abril de 2007
Aventuras desbravadoras de uma tarde odontológica!
quarta-feira, 11 de abril de 2007
Como nossos pais...
"Minha dor é perceber que apesar de termos feitos tudo o que fizemos, ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais..."
segunda-feira, 9 de abril de 2007
Piadas de um interior vermelho com sementes
Maaas, como nem todo idéia maluca, estranha ou ilógica é ruim ( Galileu que o diga), aqui estamos nós com um blog chamado Tomates Recheados, com nicks como Tomate Cereja e Tomate Verde Frito, ah, e um coment! (Três vivas pra Teti: VIVA! VIVA! VIVA! Pronto, chega). Realmente é uma coisa estranha, mas fazer o quê? Todo mundo tem que procurar um jeito de se manter calmo, alguns vão pra terapeutas, outros fazem esportes e outros ainda jogam golfe (apesar de eu não saber bem como isso pode acalmar uma pessoa, eu fico estressada só de tentar me imaginar batendo numa bolinha minúscula num campo imenso, além de que a minha mira é ótima). Já que nós não podemos simplesmente tomar um pote de sorvete por dia (apesar de ser uma ótima idéia), a gente monta um blog. Né? Pois é...
De qualquer forma, esse é só o meu primeiro post, é só pra dizer que eu estou viva e faço parte desse blog estranho ( todo mundo: aaaaaaaah -___-) e que DANI! SE VOCÊ NÃO COMENTAR NESSA JOÇA EU NÃO TE CONVIDO PRA VIR NO NIVER DO MEU IRMÃO XD.
Agora estamos todos entendidos.
Até o/
Apenas seja...
E se fosse? E se estivesse? E se pudesse? Se sonhasse? Você seria? Estaria? Poderia? Sonharia? Arriscaria-se? Tentaria? Poderia?
Se, se...se...Não fuja dos medos, enfrente-os. Não se sinta culpado, corrija seus erros. Vá atrás, não sinta vergonha...Tudo o que ela faz é te privar das melhores coisas da vida! Lute pelo que quer, não importa o que pensarão a seu respeito. Pense, mas não tanto a ponto de desistir. Sonhe, mesmo que seja acordado, mesmo que seja apenas um sonho, é neles que o destino se inspira. Viaje...mesmo que pra isso você não saia do lugar. Tente...Erre...Aprenda. Fortaleça-se, a vida é uma só...Você não vai querer desperdiçá-la em um único momento. Desperdice seu tempo sabiamente. Divirta-se. Saia com aquele velho amigo com quem você nunca mais falou. Faça planos...desfaça-os...Invente novas coisas, você vai se sentir bem! Ria...mesmo que sem motivos...Não se desespere...você é melhor do que isso! Chore. Reflita. Entenda. Supere! Ame, aproveite, brigue, lute, conforme-se, mude... Entenda e só então aprenda...
Apenas viva mesmo sem saber como!